As mudanças climáticas estão remodelando o cenário global, impondo desafios urgentes ao setor de seguros.
Eventos extremos como enchentes e tempestades aumentam a frequência e intensidade, pressionando os custos e a resiliência.
No Brasil, 94% dos municípios emitiram alertas de emergência na última década, evidenciando a vulnerabilidade crescente.
Este artigo explora os impactos profundos e as soluções inovadoras que estão redefinindo a indústria securitária.
O Impacto das Mudanças Climáticas no Setor de Seguros
O setor de seguros é um dos primeiros a sentir os efeitos das alterações climáticas, logo após o agrícola.
Isso exige uma transformação radical na modelagem de riscos e na garantia de resiliência para comunidades e empresas.
Globalmente, as perdas seguradas por crises climáticas atingiram cerca de US$ 145 bilhões em 2024.
No Brasil, o desembolso foi de R$ 7,3 bilhões em indenizações, cobrindo apenas uma fração das perdas totais.
Esses números destacam a subproteção alarmante que persiste em muitas regiões.
Principais Desafios Enfrentados pelo Setor
Os desafios são multifacetados e exigem respostas ágeis e inovadoras.
- Aumento de custos: A maior frequência de eventos eleva os prejuízos, pressionando os preços das apólices e tornando-as menos acessíveis.
- Modelos tradicionais de assinatura e compensação se mostram insuficientes para lidar com essa nova realidade.
- Dificuldade na previsão: As mudanças rápidas climáticas complicam as avaliações de risco, exigindo adaptação constante nos métodos de modelagem.
- Isso inclui a necessidade de atualizar frequentemente os dados e as projeções utilizadas.
- Baixa adesão: Apenas 30% da população brasileira possui algum tipo de seguro, limitando a diluição de custos via mutualidade.
- Populações vulneráveis permanecem subprotegidas, com uma lacuna significativa na educação securitária.
Esses desafios reforçam a necessidade de estratégias integradas para enfrentar a crise climática.
Inovações e Estratégias de Adaptação
O setor está respondendo com tecnologia avançada e novos produtos para mitigar riscos.
- Inteligência Artificial: Automatiza a avaliação de riscos e a gestão de sinistros, melhorando a precisão nas previsões.
- Exemplo: MAPFRE utiliza IA para otimizar processos e reduzir custos operacionais.
- IoT e sensores: Monitoramento em tempo real em setores como agricultura e imobiliário para antecipar danos.
- Isso permite ações preventivas que minimizam perdas e aumentam a resiliência.
- Microsseguros: Oferecem acesso a populações vulneráveis, promovendo inclusão securitária e diluição de riscos.
- Produtos adaptados para baixa renda estão expandindo a cobertura em regiões críticas.
Essas inovações são cruciais para a sustentabilidade do setor e das comunidades afetadas.
Casos Reais no Brasil e Impactos Globais
No Brasil, exemplos como as enchentes no Rio Grande do Sul geraram perdas de R$ 80 bilhões, com menos de 10% segurados.
Isso ilustra a lacuna de cobertura que precisa ser urgentemente abordada.
- Na Amazônia Legal, prejuízos anuais superam US$ 650 milhões, impactando a bioeconomia e exigindo soluções específicas.
- Eventos recentes, como a COP30 em Belém, mobilizaram propostas para fortalecer a resiliência pós-desastre.
Globalmente, países como França e México estão integrando o seguro às agendas climáticas nacionais.
Isso mostra um movimento crescente para adaptar práticas e reduzir a dependência de recursos públicos.
O Papel do Setor na Transição Climática
As seguradoras atuam como aliadas na resiliência, assumindo riscos financeiros e promovendo prevenção.
Elas reduzem a dependência pública e fortalecem a bioeconomia através de coberturas inovadoras.
- Iniciativas como o Fórum França-Brasil enfatizam a importância da prevenção e adaptação em parcerias internacionais.
- O setor privado complementa políticas públicas com monitoramento e recuperação eficiente.
Desafios futuros incluem a revisão de normas de construção e a capacitação populacional para riscos climáticos.
A inclusão securitária é fundamental para diluir custos e garantir sustentabilidade a longo prazo.
Com a nova Lei de Carbono e eventos como a COP30, o setor está se preparando para um futuro mais resiliente.
Essas ações são essenciais para transformar desafios em oportunidades de crescimento e proteção.
O caminho à frente exige colaboração, inovação contínua e um compromisso firme com a justiça climática.
Juntos, podemos construir um setor de seguros mais forte e adaptado às realidades do nosso planeta.
Referências
- https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/mudancas-climaticas-afetam-seguradoras-diz-porto/
- https://borainvestir.b3.com.br/noticias/como-as-mudancas-climaticas-afetam-o-setor-de-seguros/
- https://essegseguros.com.br/112/noticia_individual
- https://www.mapfre.com/pt-br/actualidade/inovacao/estrategias-eventos-climaticos-extremos/
- https://revistaapolice.com.br/2025/08/antes-da-cop30-seguros-discutem-impactos-das-mudancas-climaticas/
- https://www.zurich.com.br/blog/articles/2023/10/tres-maneiras-seguradoras-podem-apoiar-empresas-estrategias-mudanca-climatica
- https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2025/12/15/com-avanco-dos-desastres-na-amazonia-setor-de-seguros-se-mobiliza-contra-os-impactos-das-mudancas-climaticas.ghtml
- https://cnseg.org.br/noticias/o-clima-mudou-seguros-riscos-e-o-desafio-de-proteger-um-mundo-em-crise
- https://cnseg.org.br/noticias/setor-de-seguros-e-chave-para-reduzir-perdas-climaticas-e-fortalecer-a-bioeconomia-indica-relatorio
- https://cnseg.org.br/noticias/inovacao-e-cooperacao-para-acelerar-a-transicao-climatica
- https://www.nexojornal.com.br/expresso/2024/03/27/mudancas-climaticas-clausula-seguro
- https://www.gov.br/susep/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/fevereiro/susep-avalia-impactos-da-nova-lei-de-carbono-e-mudancas-climaticas-no-setor-de-seguros
- https://www.sonhoseguro.com.br/2025/09/forum-economico-mundial-alerta-mudancas-climaticas-podem-pressionar-seguros-e-elevar-custos-para-consumidores/







